A idade das gerações Patriarcais que em vida andaram em conhecimento e com temor alcançaram a verdade no projeto do Senhor Deus

Capítulo 3 — 3. A VIDA DOS PATRIARCAS PELA FÉ: A VERDADE EM OBEDIÊNCIA PELA ALIMENTAÇÃO DO CORPO E D

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DPB Logo Pedro Cornélio de Geus Greydanus

Quando buscamos o conhecimento na palavra, e, com fé buscamos a face do Senhor Deus o Espírito Santo do Senhor vem habitar em nossa alma. E, quando com sinceridade em nossos corações aceitamos a verdade o nosso espírito (coração) humano abre-se para o conhecimento da palavra. Este gesto de sinceridade em nossas vidas alegra o coração do Senhor Deus.

Os antigos patriarcas, vinte e três gerações, muitos dos quais estão descritos neste livro, são exemplos desta fé. Muitas destas gerações patriarcais tornaram-se também exemplos destes servos que buscaram de coração viver com sinceridade no temor seu caminho de vida com o Senhor Deus. Estes servos do passado nos primórdios da civilização entenderam a principal verdade do projeto do Senhor Deus. A salvação em Jesus Cristo. Todos os patriarcas reconheceram que Deus existe e que o Senhor é galardoador dos que os buscam, e, sua grande maioria andou com o Senhor como exemplos de Sete, Enos, Enoque e o justo Noé: “Ora, sem fé é impossível; agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” (Hebreus 11: 6).

Com fé em seus corações e na busca sincera e constante ao Senhor Deus, estes patriarcas tornaram-se exemplos de vida pelas gerações milenares descritas na palavra do Senhor Deus. A linha do tempo do gráfico abaixo demostra parte do longo período milenar destes patriarcas: 🡪 Colocar gráfico.

O que poderemos entender pela palavra galardoador? Entenderemos melhor o que é galardoador pelos apóstolos do Senhor Jesus. Pois, é somente pela operação da obra salvadora que o próprio Senhor iniciou e deixou para eles poderemos entender o que é galardoador, veja o que o Senhor Jesus disse abaixo. Entenda homem Adão que somente assim você poderá receber o título de galardoador dos que buscam ao Senhor Deus.

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura... Ora o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor,...” (Marcos 16: 15 ,19, 20ª).

Fica claro explicar e também melhor para entender que galardoador é o título que o homem recebe do Senhor Deus para realizar a obra de Jesus. Somente executando o projeto para levar a palavra de salvação para a vida do homem Adão, “cooperando com eles o Senhor”, como Jesus afirmou alguém poderá receber galardão. Parece estranho e duro falar assim, mas é assim que o Senhor Deus opera na vida dos escolhidos, e, está é a verdade. E aqui está o necessário entendimento daqueles que recebem o galardão de Deus. O homem Adão sem Jesus não é nada, o homem é pó, e ao pó retornará: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito a alma vivente.” (Gênesis 2: 7).

O homem Adão tem uma alma dentro de um corpo com vida, mas tem dentro deste corpo também um espírito próprio, e este espírito recebeu livre arbítrio em buscar a verdade para avançar na busca da verdade, e, para alcançar com isto a fé, e quando isto acontece o Senhor Deus opera. Foi o que aconteceu na maior parte com estas gerações patriarcais demonstrados neste gráfico, tornaram-se instrumentos nas mãos do Senhor Deus e receberam seu galardão, e, estas vinte e quatro gerações patriarcais foram os precursores da continuidade de vida e da existência do homem até aos nossos dias.

As principais figuras patriarcais envolvidas e descritas neste livro, e, que estão demonstradas no gráfico, também pode dar-nos uma ideia do que está sendo descrito em relação aos princípios divinos de Jesus que envolvem a salvação pela alimentação do corpo e da alma.

O principal é que na maioria destes patriarcas existiu a obediência em relação ao projeto do Senhor Deus pela salvação em relação à obediência da alimentação do corpo e da alma. De uma maneira ou de outra o Senhor Deus sempre operou também pela obediência alimentar na vida de todos estes patriarcas. O homem Adão foi criado na dependência dos alimentos, porém o alimento do corpo e da alma como está ensinado pela palavra do Senhor Deus, e como está sendo amplamente relatado neste livro.

Adão viveu como está descrito na palavra novecentos e trinta anos: “E foram todos os dias que Adão viveu, novecentos e trinta anos; e morreu.” (Gênesis 5:5). Portanto Adão viveu grande parte do período em que ocorreu a degradação humana e que antecedeu o dilúvio. Devemos observar pela palavra que Noé nasceu da décima geração patriarcal de Adão como relata a palavra, leia Gênesis 5:3-29.

Noé foi o precursor do Senhor Deus para a ocorrência do dilúvio que condenou o mundo que estava literalmente tomado pelos desejos da carne, que ocorria tanto com o alimento carne como com o sexo, e, nestes dois sentidos amplamente. O nascimento de Noé deu-se a mil e cinquenta e seis anos após a criação de Adão. Por esse longo período está claro que a obediência à palavra do Senhor sempre foi deixado de lado: “E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido seu caminho sobre a terra.” (Gênesis 6: 12).

A condenação do homem sobre a terra era somente uma questão de tempo. O nascimento do justo Noé, o décimo patriarca, na linha sucessória dos que andavam com Deus, era uma profecia que estava confirmada pela palavra de Deus: “E chamou o seu nome Noé, dizendo: este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou.” (Gênesis 5: 29).

Com a idade de quinhentos anos, o justo Noé recebeu a palavra do SENHOR para a construção da arca: “E era Noé da idade de quinhentos anos, e gerou Noé a Sem, Cão, e Jafé.” (Gênesis 5: 32). E foram nesta idade que gerou seus três filhos, como menciona a palavra, Sem, Cão e Jafé. A palavra não relata o nascimento de mais nenhum outro filho a Noé, após os três filhos que de Noé nasceram durante a construção da arca, e nem após o dilúvio Noé teve filhos.

O patriarca Noé nasceu e viveu em um período de seiscentos anos antes do dilúvio, quinhentos anos de uma vida em que andava diariamente com o Senhor Deus: “... Noé andava com Deus” (Gênesis 6:9c), este andar de Noé era em comunhão constante sendo lavrador, antes do dilúvio e após como vemos na palavra: “E começou Noé a ser lavrador da terra, e plantou uma vinha.” (Gênesis 9: 20). Naturalmente Noé alimentando-se de cereais tirou destes alimentos a sua energia e força durante a construção da arca, e, com temor sacrificava o sacrifício que agradava ao Senhor Deus: “E edificou Noé um altar ao Senhor... e ofereceu holocaustos sobre o altar. E o Senhor cheirou o suave cheiro...” (Gênesis 8: 20a,c;21).

O sacrifício do holocausto realizado por Noé ao deixar a arca no ano de (1656) mil seiscentos e cinquenta e seis após a criação do homem Adão, é o mesmo sacrifício que Senhor Deus orientou para o primeiro homem Adão após o pecado. Foi o Senhor Deus quem sacrificou e derramou o sangue do primeiro animal para vestir ambos Adão, leia Gênesis 3:23.

Durante a construção da arca no período de cem anos que antecederam o dilúvio, Noé ensinou seus filhos o cultivo de cereais para a alimentação da família, e, ensinou como o Senhor recebia o sacrifício perfeito, ou seja, o holocausto ao Senhor Deus. Noé em tudo agradava ao Senhor Deus, e isto os seus filhos aprenderam desde pequenos durante o período da construção da arca, e, os três permaneceram tal como o seu pai Noé neste entendimento em obediência, e não se contaminaram com o mundo.

Após o dilúvio Noé ainda viveu trezentos e cinquenta anos: “E foram todos os dias de Noé novecentos e cinquenta anos, e morreu.” (Gênesis 9: 29).

Os descendentes de Noé conforme a palavra do Senhor foram os precursores de toda a humanidade que viria até aos nossos dias, sendo que dos nascidos da descendência de Sem, filho de Noé, leia Gênesis 11:10-26, viria a nascer Abraão, o vigésimo patriarca que tornou-se precursor da nação de Israel.

Pelos apontamentos das datas dos nascimentos dos nove patriarcas após o dilúvio que antecederam o nascimento de Abrão podemos verificar pela soma que duzentos e noventa e dois anos após o dilúvio, ou seja, na décima geração após o patriarca Noé nasceu Abrão. Um fato muito importante é que todas as gerações após o dilúvio tiveram filhos rapidamente, menos com Terá o pai de Abrão. Este teve seu filho na idade de setenta anos: “e viveu Terá setenta anos, e gerou a Abrão...” (Gênesis 11: 26). Este fato não é acaso, pois nada é acaso na palavra do Senhor Deus. Estes setenta anos precisavam completar-se para o tempo da perfeição, e, do afastamento de Terá do seu pai Naor, pois este já servia a outros deuses juntamente com seus filhos, e, entre eles Terá.

Esta demora pelo nascimento do patriarca em Abrão, nele Deus teve um propósito especial levar o homem novamente ao seu encontro. Portanto é muito provável que o velho patriarca Noé teve muitos encontros com o jovem Abrão, pois Abrão sequer conheceu seu avô Naor, pois este morreu quando ele tinha somente vinte anos, aqui percebemos um afastamento entre o avô NAOR que viveu 148 anos e o neto Abrão. A palavra não menciona este fato histórico dos encontros de Noé e Abrão, mas, porém não seria impossível, apesar de Noé ser da décima geração, e Abrão da vigésima geração de Adão. Porém era Abrão era da idade de (58) cinquenta e oito anos quando Noé faleceu.

Nesta passagem de tempo das gerações patriarcas da décima até a vigésima podemos observar que ocorreu o cumprimento da palavra do Senhor Deus. Neste período ocorre a redução da idade do homem Adão. Esta ocorrência foi determinada pela palavra do Senhor Deus, pois, somente assim seria possível dar continuidade e trabalhar e espalhar o homem Adão sobre a face de toda a terra. Esta foi à palavra dado a Noé ao sair da arca ao receber a benção do Senhor pela sua frutificação e multiplicação, e de encher a terra, leia Gênesis 8: 17 e 9:1. E, está benção deveria tornar-se um fato para aquele homem que buscasse de coração viver os ensinamentos em obediência à palavra do Senhor Deus. E, é evidente que não foi isto que ocorreu com todos estes patriarcas, leia Gênesis 11: 1 a 9; porém, assim mesmo foi possível chegar a Abrão.

Temos aqui um propósito que é demonstrar o nexo da ligação da vida entre o obediente e justo Noé, descendente de Adão, Sete, Enos e Enoque. Queremos demostrar na descendência do seu filho Sem, que Noé foi precursor da genealogia donde nasceu Abrão (292) anos após o dilúvio. Nesta linha do tempo houve nove (9) patriarcas antes do nascimento de Abrão, e, não precisamos realmente saber se ocorreu um encontro entre Noé e Abrão, o que é altamente provável que ocorreu, pois que era Abrão da idade de (58) cinquenta e oito anos quando o patriarca Noé faleceu: “E viveu Noé, depois do dilúvio trezentos e cinquenta anos.” (Gênesis 9: 28).

Este encontro é muito provável que ocorreu, pois o temor de Abrão vem do conhecimento das experiências da vida de Noé com o Senhor Deus. E, além disso, as idades do nascimento e falecimento conferem, e dariam tempo de um profundo aprendizado de Abrão. Além disso, quem não teria desejado conhecer o justo Noé construtor da arca divinamente revelado pelo Senhor Deus. Mas, para nós é importante sabermos que Abrão sabia que era descendente direto de Noé. Ele também conhecia a história e o temor de Noé pelo Senhor Deus e pelo seu projeto da arca e da salvação operada pelo Senhor nesta família, e, todos os demais atos que foram operados pelo Senhor Deus na vida do patriarca e justo Noé.

O chamado de Abrão ocorreu em Ur dos caldeus de onde saiu com seu pai para Harã:

“E tomou Terá a Abrão seu filho e a Ló filho de Harã, filho de seu filho e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão e saiu com eles de Ur dos Caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali. E foram os dias de Terá duzentos e cinco anos; e morreu Terá em Harã.” (Gênesis 11: 31,32).

Abrão tornou-se patriarca antes de sua peregrinação divina até Canaã somente após a morte do seu pai Terá enquanto ainda habitavam na terra de Harã, ao norte da Mesopotâmia, região sudeste da atual Turquia.

A primeira vez quando o Senhor Deus apareceu a Abraão em Gênesis 12:1, Abraão morava com seu pai Terá em Ur dos caldeus, e todos serviam a outros deuses: “... Assim diz o Senhor Deus de Israel: Dalém do rio antigamente habitavam vossos pais, Terá, pai de Abraão e pai de Nacor: e serviram a outros deuses.” (Josué 24:2b). Como era difícil e pesava no coração do Senhor Deus está adoração a outros deuses. Deus conhecedor dos corações humanos encontrou um homem temente, e este foi Abrão, e, ele era realmente temente, e disto não resta dúvida, pois creu no Senhor Deus: “E creu ele no Senhor e foi-lhe imputado isto por justiça.” (Gênesis 15:16).

Para nós entendermos a importância desta palavra e compreendermos toda a verdade, devemos prosseguir com o seguinte raciocínio. Abrão ainda não era o patriarca da família, este patriarca era o seu pai Terá. Vemos nesta passagem bíblica uma obediência e uma resolução muito grande em relação ao chamado divino de Abrão, mas também de obediência ao seu pai Terá.

Abrão ele obedecia a seu pai Terá em tudo, tanto que “serviram a outros deuses”, mas insistiu em sua saída de Ur dos caldeus. Tanto foi a sua insistência que não houve como separa-los, por isto Gênesis 11: 31 relata que foi seu pai Terá que tomou Abrão, Ló e as suas esposas e saiu de Ur dos caldeus, pois ele Terá era o chefe, ou seja, o patriarca da família. E aqui está o fundamento da palavra do Senhor Deus. Por sua vontade divina a linhagem patriarcal vem se cumprir somente em Abrão e não em Terá, seu pai, pois é o que relata também o jovem Estevão, o primeiro mártir do Senhor Jesus: “E ele disse: Varões irmãos, e pais, ouvi. (Atos 7: 2a).

“O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã, E disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela, e dirige-te a terra que eu te mostrar. Então saiu da terra dos caldeus, e habitou em Harã. E dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que habitais agora”. (Atos 7: 2b, 3,4).

Abrão o escolhido de Deus foi visitado por Jesus, “O Deus da glória”, em Ur dos caldeus. E, assim tornou-se o patriarca do projeto que o Senhor Deus faria com a nação de Israel que viria de seus lombos. Esta nação deveria ser o exemplo que o Senhor Deus quer do homem Adão na sua presença para alcançar a salvação pela alimentação do corpo e da alma pelos princípios divinos de Jesus que nasceria como homem. Jesus “O Deus da glória”, o Cristo nasceu dois mil e cem anos após o pacto do Senhor Deus com Abraão. Jesus torna-se o Cristo da cruz, o Messias o Salvador da humanidade:

“E ACONTECEU naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse. E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de Davi, chamado Belém (porque era da casa e família de Davi), a fim de alistar-se com Maria, sua mulher, que estava grávida. E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz.” (Lucas 2: 1, 4, 5, 6).

Dezenove foram às famílias das gerações patriarcais anteriores ao patriarca Abrão, e todos por temor ao Senhor Deus foram usados para a continuidade do projeto do Senhor Deus, que culminou com o nascimento de Jesus, “O Deus da Glória”, através da nação escolhida pelo Senhor Deus o povo de Israel, sendo descendentes de Abraão, Isaque e Jacó, e por últimos Judá e José. Os patriarcais serão exemplos utilizados para a continuidade do entendimento da alimentação do corpo e da alma.